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A empresa verde
Élisabeth Laville
O termo “sustentável” significa tanto aquilo que se pode sustentar como aquilo que é possível defender. Isso nos dá a chave para entender por que se define “desenvolvimento sustentável” como aquele que permite que a geração atual satisfaça suas necessidades sem, para tanto, comprometer a possibilidade de que as gerações futuras façam o mesmo.
Em A empresa verde, Élisabeth Laville, uma das maiores estudiosas do assunto na atualidade, mostra que esse conceito se aplica a todos os aspectos da atividade econômica. Cada vez mais, consumidores de todo o mundo pautam suas escolhas conforme uma série de questões — do impacto ecológico provocado pelas indústrias até as condições humanas em que se produziram os bens oferecidos pelo comércio.
O livro comprova com muitos exemplos que a adoção de medidas favoráveis ao desenvolvimento sustentável exige uma boa dose de coragem por parte dos dirigentes, pois implica quase sempre uma mudança radical na cultura das empresas. Mas A empresa verde também demonstra que, ao contrário da crença amplamente difundida, essas medidas não necessariamente inviabilizam o lucro — em muitos casos, elas geram economia. Sobretudo, porém, são medidas que posicionam a empresa de forma estratégica para mudanças que já estão em processo.
“É preciso criar uma empresa que esteja em harmonia com o mundo que a cerca, uma empresa para a qual o desenvolvimento sustentável seja uma segunda natureza, e na qual cada ato contribua efetivamente com a criação de um mundo um pouco melhor, não por altruísmo, mas por natureza. Essa perspectiva é, ao mesmo tempo, impressionante, pelo caminho que nos resta percorrer, e entusiasmante, porque se trata, sem dúvida alguma, do mais formidável desafio proposto à humanidade neste início de século. Um desafio que nos pede, em primeiro lugar, que imaginemos o mundo em que queremos viver no futuro; e que confiemos no ser humano para avançar rumo ao melhor, ao invés do pior.”
O título foi destaque na edição 2130 da revista Veja (16/09/2009 - Páginas Amarelas) e no jornal Valor Econômico (17/09/2009 - Eu & Livros).
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